Seu café pode estar envenenado
Já ouviu falar da Ocratoxina A?
A ocratoxina A, é um composto microtóxico gerado naturalmente pelo fungo, causador do mofo. Essa toxina é primariamente produzida pelo Aspergillus e Penicillium. Esse mofo pode contaminar uma vasta gama de alimentos, incluindo grãos, aveia, trigo e café, a Ocratoxina A (OTA) é a categoria mais estudada porque é a que mais tem prevalência das toxinas
Os pontos chaves da Ocratoxina incluem:
Saúde: a OTA é conhecida por atacar os rins em animais, sendo necessário mais estudos do efeito em seres humanos, é associado a toxicidade ao sistema imunológico, fatores cancerígenos, defeitos do nascimento e danos ao DNA, sintomas esses causados a longa exposição ao fungo.
Contaminação: A contaminação pela OTA podem ocorrer principalmente durante o armazenamento ou durante o processamento. Temperatura mais alta e umidade são o ambiente favorável para o desenvolvimento da toxina.
Regulamentação: a OTA pode não ser de seu conhecimento, ou dos seus amigos, mas ela é amplamente estudada pela microbiologia por envolver fatores de risco a alimentação, atualmente é regulamentada por todos os países no âmbito da saúde humana.
Prevenção: Métodos de prevenção incluem a correta secagem e armazenamento, podendo ser necessário o uso de agentes anti fungos e testes regulares sobre contaminações
Detecção: Múltiplas análises e métodos podem ser usados para determinar e detectar quantidades da OTA no alimento, o HPLC, que usa a fluorescência para determinar se há indícios físicos de contacto OU ELISA uma enzima que determina a quantidade, embora seja menos efetiva, o custo é menor; e ainda o espectrograma de massa, dentre todos é o mais sensível para determinar se há contaminação.
Sim o Café é um dos grãos que são contaminados pela Ocratoxina A, isso ocorre no desenvolvimento da planta do café, já que o cultivo é feito a altitudes elevadas e o armazenamento incorreto contamina os grãos durante a colheita e secagem.
Um dos fatores climáticos que podem causar contaminação ao grão é o excesso de chuva e potencializa o aparecimento do mofo.
A boa prática no cultivo do café, requer técnicas que reduzem as chances de contaminação da própria planta como realizar testes regulares em laboratórios com métodos de análise como o HPLC, ELISA e o espectrograma, para detectar qualquer sinal do fungo, além de criar condições que previnam a umidade e controle de temperatura
O correto processamento pode mitigar ou eliminar as chances do desenvolvimento da toxina.
Enquanto o café é torrado o OTA pode ser eliminado, contudo, mesmo após a torra ainda poderá haver resquícios de contaminação.
A exposição a toxina pode apresentar os sintomas:
Danos aos rins: os primeiros sintomas pode ocorrer com a proteína na urina, desidratação e sede.
Sintomas gastrointestinais: Náusea, vómitos e dores abdominais
Sistema imunológico como fadiga generalizada
Outros sintomas podem incluir dores de cabeça e perda de apetite.
Os riscos com a longa exposição da toxina para a saúde humana podem incluir insuficiência dos rins e aumento do fator de câncer.
A regulamentação dentro dos países, determinam o máximo permitido de níveis seguros de OTA. São realizados testes em amostras de forma variada, previamente de serem enviados ao consumidor.
União Européia: O máximo permitido dentro da UE no café torrado é de 5 µg/kg ou 5 partes por bilhão.
Estados Unidos: O FDA tem o mesmo guia e padrões para todas a toxinas e não trata diretamente da OTA, é menos claro que o sistema da união européia.
Brasil: A Anvisa, permite até 10 µg/kg sendo o dobro da união europeia
A prevenção pode ocorrer em casa com a compra do café de origens confiáveis com boas práticas, qualidade do produtos com análises regulares, e o correto armazenamento em um local fora da luz do sol e seco.
A compra de café de qualidade inferior, e já moído pode tornar o rastreio mais difícil por não seguir os mesmo padrões de qualidade.
Toda e qualquer suspeita deve ser relatado ao seu médico
Todos os dados bibliográficos e ensaios clínicos são de cunho de informação por Necceri Caffe.
Em caso de suspeita comunique a seu médico.
Bibliografia
https://antigo.anvisa.gov.br/documents/10181/2718376/IN_160_2022_.pdf
https://eur-lex.europa.eu/legal-content/PT/TXT/PDF/?uri=CELEX:32022R1370&from=PT
https://www.fda.gov/food/natural-toxins-food/mycotoxins
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